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Nu-Gua
Nu-Gua era a Deusa com cabeça de mulher e corpo de serpente.
Possuía o poder de transformar-se de setenta maneiras diferentes por
dia. Solitária passeava pelos caminhos virgens do mundo., envolvida
pala beleza e encanto das paisagem. Com tudo abrigava em seu coração
uma grande melancolia. Era o clamor do seu instinto materno,
trazendo-lhe uma sensação de infinita tristeza e frustração. Em
determinado momento, num ímpeto incontido, cavou barro no chão e com
ele moldou uma figura humana. Surpreendeu-se com aquela pequena figura
ganhando vida e movimento próprio, pulando, cantando e indo-se embora,
levada por sua própria inquietação. NU-GUA não coube em si de tanta
felicidade e com suas mãos continuou criando as figuras dentro do mesmo
espírito e enlevamento até se cansar. Quando então tomou um feixe de
vime, entumeceu-o com barro e vibrou-o com energia. Os pingos caídos no
chão milagrosamente se transformaram em seres humanos e em pouco tempo
o mundo estava repleto.
Os seres nobres foram os criados pela mão de NU-GUA. Quando
aos pobres, estes foram lançados como feixe de vime. Porém a natureza
moral desses homens obrigava a deusa a repetir constantemente o
processo, tornando-o extremamente cansativo. Decidiu-se então pelo
acasalamento dos seres para, através desta forma, se perpetuarem.
Havendo estabelecido esta união, é chamada pelos chineses a Deusa do
Matrimônio . NU-GUA é a primeira mediadora entre homens e mulheres.
Num túmulo da Dinastia Han descobriram recentemente( 1972 ),
no mural e na urna funerária, desenhos esculpidos em tijolos com temas
relacionados à lendas e mitos. Entre esses desenhos havia uma de FU-XI
e NU-GUA, cujos corpos da cintura para cima eram humanos e da cintura
para baixo, de serpentes. Contudo em outro túmulo de Han, descoberto em
Henan, a concepção de suas formas é diferente. Ao invés de
serpentes, dragões. As duas caudas trançadas juntas. Em uma das
representações, FU-XI segura nas mãos um esquadro de carpinteiro e um
sol dentro do qual havia um corvo desenhado. Quanto à representação
de NU-GUA, esta segura um compasso e uma lua dentro da qual,
igualmente desenhado, havia uma rã com três patas. Nos demais desenhos
ainda havia uma criança entre os dois deuses, prendendo com as mãozinhas
as mangas das vezes divinas, numa demonstração de felicidade familiar
e de doçura no lar.
FU-XI e NU-GUA são os deuses que criaram e transmitiram a
cultura aos homens. Representa esse casal primordial uma união tão
perfeita e íntima que também são considerados irmãos. Nos túmulos
antigos suas figuras são sempre representadas no ato da procriação. |
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O Unicórnio Chinês
Unicórnio em chinês ( k’i lin ) também é um animal
sagrado para os chineses e este é bem diferente do unicórnio
ocidental. O nosso unicórnio tem corpo de veado, cabeça de cavalo,
cauda de leão e um chifre na testa. O unicórnio chinês tem corpo de
veado, mas cabeça de dragão, corpo escamado, verde, tem chifres como
os de veado, mais feitos de carne.
Vê-lo significa um bom pressagio, mata-lo ou ver seu cadáver
é péssimo pressagio. Diz –se que a mão de Confúcio, enquanto o
gestava viu um animal destes, e que mais tarde o filósofo viu um unicórnio
morto por caçadores e chorou, pois além de saber que era um sinal de
mau agouro, em seu chifre estava uma fita – a fita que sua própria mãe
amarrara. |
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uma lenda
sobre raposa
Na China a muitas lendas sobre raposas, hoje vamos descrever
sobre uma delas.
"Wang viu duas raposas paradas nas patas traseiras e
apoiadas a uma arvore. Uma delas tinha na mão um folha de papel e riam
como se compartilhando um gracejo. Tentou espanta-las, mas se mantiveram
firmes, então ele disparou contra a que segurava o papel. Feriu-a no
olho e levou consigo o papel.
Na estalagem contou aos outros hóspedes a sua aventura.
Enquanto falava, um cavalheiro entrou, e observou que tinha um olho
ferido. Escutou com interesse o relato de Wang e pediu que lhe mostrasse
o papel. Wang já ia mostra-lo quando o estalajadeiro notou que o recém
chegado tinha cauda. "É uma raposa!" gritou., e imediatamente
o cavalheiro se transformou no animal e fugiu.
As raposas tentaram varias vezes recuperar o papel, que estava
coberto de caracteres indecifráveis, porém fracassaram. Wang resolveu
voltar à sua casa, no caminho encontrou-se com toda a sua família, que
se dirigia à capital. Disseram que ele lhes havia ordenado essa viagem,
e sua mãe mostrou a carta em que lhe pedia que vendesse todas as
propriedades e se reunisse a ele na capital. Wang examinou a carta e viu
que era uma folha em branco, embora já não tivesse teto que os
abrigasse, Wang ordenou: "Regressemos." Um dia apareceu um irmão
mais jovem , que todos haviam dado por morto. Perguntou pelas desgraças
da família e Wang contou-lhe toda a história. "Ah!" disse o
irmão quando Wang chegou à sua aventura com as raposas, "aí esta
a raiz de todo o mal." Wang mostrou o documento. Arrancando o de
suas mãos, seu irmão o guardou com presteza. "Finalmente
recuperei o que procurava", exclamou , e, transformando-se numa
raposa partiu! |
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"certa lenda chinesa conta que estavam duas crianças
patinando em cima de um lago congelado. Era uma tarde nublada e fria e
as crianças brincavam sem preocupação. De repente , o gelo se quebrou
e uma das crianças caiu na água.
A outra criança vendo que seu amiguinho se afogava debaixo do
gelo, pegou uma pedra e começou a golpear com todas as suas forças,
conseguindo quebrá-lo e salvar o amigo. Suas mãos estavam feridas e doía
muito todo o seu corpo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido,
perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que você
tenha quebrado o gelo com essa pedra e suas mãos tão pequenas!
Nesse instante apareceu um ancião e disse:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos olharam para ele aguardando a resposta. O ancião então
respondeu:
- Não havia ninguém ao seu redor para dizer-lhe que ele não
era capaz." |
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Kuankun, Kwuankun, Kuan Yü, Guanyun ou Kuan Ti – Divindade
protetora das academias ou Associações de artes marciais ( enfoque
especifico ), dos negócios e de tudo que envolva retidão justiça e
coragem. Se enquadra na categoria dos personagens históricos que, por
seus atos e pelo reflexo destes sobre o imaginário popular, acabaram
transformados em divindades. É um dos personagens mais queridos do
folclore Chinês, o que faz com que seja um dos mitos mais ricos em
lendas, histórias e até escritos e peças teatrais.
Kuankun é o mais conhecidos dos heróis do chamado período ou
Era dos reinos combatentes ( período histórico situado entre 453 e
Entre as histórias que lhe são atribuídas está a que afirma
que ele teria sido um rapaz comum do campo que teve de fugir de casa
depois de salvar uma garota das mãos de um magistrado cruel. Ele matou
o magistrados e, para fugir, ingressou no exército de um dos reinos da
China. Outra lenda narra seu encontro com Chang Fei e Liu Pei, do reino
Shu, com quem formaria uma das mais importantes trincas de heróis
divinizados da antiga China. A caminho da conscrição, Kuankun teria
encontrado Chang Fei, um açougueiro que desafiava qualquer pessoa a
erguer do chão uma pedra de
Sob o qual estava um grande pedaço de carne. Até então ninguém
havia vencido. Aceitando o desafio, Kuankun ergueu a pedra e se apoderou
da carne, provocando a ira de Chang Fei. Os dois começaram uma briga
violentíssima, que só foi encerrada com a intervenção de Liu Pei.
Mais tranqüilos, perceberam que tinham muitas coisas em comum e se
tornaram amigos. Em um campo de pessegueiros, os três fizeram um
juramento de amizade pelo qual se obrigavam a viver e morrer juntos. (
para muitos chineses, este acordo é um exemplo de ideal de amizade).
Como soldado, venceu muitas batalhas até ser capturado pelo
rei Wu Sun Chíuan. Por não se render, foi condenado à morte e
executado na localidade de Hsiangyang,
Sua arma o Kuan Tao ( Kuan To ou Ka Wan Tou ) – "espada
de Kuan" faz parte do universo de armas do Kung Fu, sendo praticada
na forma de rotina ( Katy ) em vários estilos ( inclusive no Shaolin do
Norte ). O nome da arma segundo a lenda é "Dragão Verde". |
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CARACTERÍSTICAS FÍSICAS:
Uma das lendas relacionadas a Kuankun afirma que ele teria sido fecundado por uma divindade solar e que sua mãe, ao invés de ter um parto normal, teria botado um ovo. O marido, com medo do que pudesse sair do ovo e furioso com o filho que, ele desconfiava, não era seu, tentou destruí-lo quebrando a casca antes que eclodisse. O menino lá dentro estava quase que totalmente formado, a não ser pela face ( ainda vermelha). Mesmo tendo vindo ao mundo antes do tempo, o garoto sobreviveu e cresceu, vindo a se tornar um herói. Não perdeu, porém, o rosto vermelho, fruto da ira de seu pai. |